Como me tornei escritora
- Ana Maria

- 6 de nov.
- 1 min de leitura

Observando paisagens agroecológicas
Percebi que precisava mapear minhas emoções
Faço cartografias e levantamento de dados
Para, no fim, chegar a conclusões
minha métrica conduzida por química e matemática
Incorporam a física para saber
Que toda ação e reação são casualidades
De como enfrento os processos e sou capaz de adaptar-me
Ao novo que se revela por dentro.

Em minha parte poetisa, pensava que palavras bonitas só valeriam e
Vi que, em minha paisagem, a simplicidade que acolhe o SER.
Sinto por isso… Muitas vezes, vi beleza no gramado
Na linearidade e isso me gerava incômodo
pois dentro de mim o sangue circula
Já movimento e encontro na diversidade
Já não posso mais ….
Já não quero mais ….
E já não sinto mais …
As curvas são minha onda
Com elas, me ponho a bailar
A escrita nasce desse fluir feito oxum e Yemanjá
Engana-se quem pensa ser calmaria…
Mas não me ocupo do enganos,
Percebo os encantos que observar a paisagem me dá.
Profundo, revolto, superficial, afogador, natureza encantada no profundo de mim.

Ana



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