top of page
ana maria alves pereira
floral-branco.png

Trabalho com as Ervas
- o começo -

táboa de madeira lilás

De mãe para filha!

bolinha.png
nascimento ana maria alves pereira
flores-lilas_1.png
flores-lilas_1.png

Meu estudo com as ervas surgiu, timidamente, ainda quando estava com 6 anos de idade, em meu primeiro setênio. 

 

Minha mãe trabalhava como Auxiliar de laboratório numa farmácia de homeopatia. Todos os dias, a via sair para trabalhar toda vestida de branco. Por vezes, ela me levava ao trabalho.

 

Eu adorava a jornada até lá: pegar dois ônibus para sair da periferia e chegar à Zona sul de Belo Horizonte, caminhar pela cidade movimentada e, ao mesmo tempo, esplendorosa com suas grandes árvores, praças e parques e chegar num espaço silencioso, cheiroso e receber como medicação aquelas bolinhas docinhas (sempre amei ser tratada por meio da homeopatia).

01. De mãe para filha
fundo verde listrado com renda

Experimentando as plantas

Aos finais de semana, junto aos meus primos, íamos ao sítio, subíamos em árvores e brincávamos de fazer comidinhas com inúmeras ervas. 

 

Na casa de Dona Lia, uma avó do coração, tinha um jardim florido com uma flor roxinha super perfumada, o trevo azedinho, o orapronobilis da vizinha, o hibisco com gostinho de mel. Tudo experimentação para uma criança. 

 

No meu aniversário de 9 anos, fui presenteada por minha madrinha Vany Ferraz, que na ocasião estudava química no exterior, com uma máquina de fotografia, me senti muito grata em poder fotografar o mundo ao meu redor. 

galho-e-flor-amarelinha.png
infância ana maria alves pereira
folha-azul-em-pe.png
folha-azul-em-pe.png
flor-amarela-e-vermelha.png
flor-amarela-e-vermelha.png
folha-azul-em-pe.png
folha.verde.png
flor-amarela-e-vermelha.png
flor-amarela-e-vermelha.png
flor-amarela-e-vermelha.png
flor-amarela-e-vermelha.png
galhinho-amarelinho.png
02. Experimentando
arvore-chao.jpg

A experiência de plantar uma árvore

Aos 12 anos, ia com minha avó ao sítio da família passar os finais de semana.

Certo dia, minha tia Maristela pediu que eu plantasse algumas árvores para que eu desfrutasse da sombra para os estudos anos depois. 

 

Plantamos muito nessa chácara... adorava a sombra do maracujá doce.

 

Na época do pequi, seguia a vagar pela mata em companhia com os mais velhos.

 

Até hoje ao conversar com minha avó que já tem 87 anos e goza de boa memória, ela compartilha de sua história e do gosto por plantas não convencionais, como o Gondó.

pá de jardim
maracuja-doce-pequeno.png
03. Plantar uma árvore
02.jpg
florzinhas-8.png

Lembro também de ser levada para o benzimento nas vizinhas rezadeiras. Elas colhiam galinhos cheirosos no próprio quintal e rezavam contra quebranto, ventre virado e espinhela caída. 

 

Até hoje chego na rua em que fui criada e colho guaco e cidreira na casa da Dindinha, ela, aos seus 83 anos, faz xarope para todos os netinhos.

Galhinhos para reza

salvia-8.png
flores-8.png
cadinho-grande-8.png
04. Galhinhos pra reza
bule café fogão de lenha

Minha adolescência foi marcada por esse contato com a natureza. Sempre estava ao lado de minha avó D. Perpétua, aprendendo com ela os saberes da terra.

 

Ela nasceu no interior de Minas, em Conceição do Mato Dentro e veio conhecer meu avô em Belo Horizonte.

 

Ele, nascido na cidadezinha do Serro, compartilhava histórias nas noites, junto ao seu violão e o fogão de lenha.

 

Anos depois, em minha pesquisa biográfica, vim saber que ambos descendem dos índios Puris. Em meu sangue corre a história dessa terra.

Meus avós

05. Meus avós
06. Tempo certo
folha.verde.png

Tudo tem o tempo certo

Aos 14 anos, estudei para fazer a prova para o curso técnico de química no CEFET.

 

Naquele momento, pude ver o que é atuar sobre pressão e aprendi a lidar com as frustrações de não ter aquilo que desejamos no tempo que julgamos ser o correto para ter.

 

Não passei na prova e odiei a química durante o ensino médio, me sentindo burra ao olhar para tabela periódica e questionando aqueles estudos a pensar: “Para que isso servirá em minha vida?!”

 

Vivi outras experiências nesse período, todas voltadas para as comunicações e expressões artísticas. 

ana maria alves pereira
ana maria alves pereira e ian luiz
flores-lilas_1.png

Aos 18 anos, recebi um telefonema informando que eu havia passado na Universidade Federal de Viçosa e de que deveria me apresentar no dia seguinte. Foi tudo tão rápido, mal sabia eu que um destino totalmente diferente do que eu vivia estava me aguardando.

 

Cheguei em Viçosa e me matriculei no curso de comunicação social, aprendi sobre teorias jornalísticas, estudei línguas, cantei em coral, fiz teatro, encontrei meu amor de alma, viajei bastante e me abri à vida. 

passarinho desenho a mão
passarinho desenho a mão
táboa de madeira clara

Logo no segundo ano de faculdade, soube do curso de extensão em homeopatia rural que a universidade oferecia, iniciei meus estudos para essa reconexão. 


Soube das teorias e práticas que abrangem o universo da homeopatia. Aprendi a fazer medicamentos, nosódios, florais e emplastros.
 

Essa ciência trabalha com o princípio da similitude, onde semelhante cura semelhante.  


Os Nosódios são os primeiros preparados homeopáticos onde retiramos partes da planta e colocamos no álcool. Passado um tempo (normalmente 14 dias), pelo processo é extraído o princípio ativo da planta e você já pode utilizar esse santo remédio. 


Os florais são ‘’medicamentos’’ que atuam a nível emocional, nas pessoas e animais, e são produzidos utilizando a flor, luz solar e uma solução alcoólica (conhaque ou brand). 


E os emplastros são macerações que realizamos com ervas e aplicamos na parte desejada , com o intuito de aliviar, curar e/ou regenerar. 

flor e cosmético natural

Homeopatia

hahnemann_klein.png
07. Homeopatia

Uma direção apontada pelas estrelas

No ano de 2009, estagiei na região de Espera Feliz e conheci Amauri Adolfo, um amigo que aplicava Reiki no seu cafezal. 


Certa noite, na fogueira sob o céu de estrelas ele me diz assim:
-Tá vendo aquelas estrelas lá no céu (aponta para as três marias) eu disse: 
- As três marias? Ele disse - sim!
- Então, sabe aquela estrela do lado?
- Sim!


- Então, digo para minha esposa que as três marias são minhas filhas e ela. E eu sou aquela estrela que fica ao lado. Peço a elas que olhem para o céu toda vez que a saudade apertar. Por mais distante que esteja alí ao lado delas estarei.
 
Ao olhar as estrelas com aquela família fui tomada por uma emoção muito forte, um chamado espiritual , uma expansão de consciência, meu Eu divino falando (- oi, olha eu aqui!) e ouvi o meu coração apertado de saudade daquele sentir, daquele lugar, daquela morada.

estrela-dalva.png
08. Direção
linha-ervas-pronto.png

Vivências marcantes

Esse evento marcou minha transição na vida. Saí do alojamento universitário, determinada a, novamente, olhar as estrelas.

 

Me mudei para uma comunidade de estudantes e pude, pela primeira vez, ter uma casa para mim, poder plantar e regar meu jardim.

linha-ervas-pronto.png
chapeu-8.png
regador.png
tomate-8.png
vazinho-8.png

Além disso, o Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV), que acontece nesse lugar mágico chamado CTA ( Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata Mineira),  me ofertou inúmeras experiências de contato comigo e com o mundo que eu acredito - Movimentos Rurais, teorias e muitas práticas de transição para uma nova sociedade: 

Agroecologia

• Agrofloresta

• Associativismo
• comida boa, cantoria
• celebrações à vida e aos processos naturais).

09. Vivências
flores-e-ervas.jpg

Espaço Entre folhas

Nesse período também tive a oportunidade de estagiar no Espaço Entre folhas, hoje Viver Entre Folhas. Ali, realizei minhas primeiras consultas como terapeuta homeopática. O Entre folhas também apresentou uma pessoa muito especial em minha jornada com as ervas: Marina, que me dizia sobre as plantas cultivadas no local. Eu amava quando ela ia fazer xarope e eu estava com ela. 

 

Em Viçosa, pude aprender sobre o Gaia Education, sobre os Cidades em Transição e sobre viver minha arte, pesquisar minha memória e atuar por um servir.

 

Minha pesquisa Biográfica e meu viver artístico em plenitude, se deu ainda na universidade no projeto de extensão GENGIBRE, sob orientação de Carla Ávila. 

 

Pesquisamos e vivenciamos  o congado da Região, além de nossa própria história familiar, ancestralidade, cultura, arte, história embaladas pelas cantorias e festejos anuais. 

10. Entre folhas
linha.asteca.png
cacto.png
linha.asteca.png
cacto.png
flexa coracao.png

Com meu companheiro, hoje pai de meu filho, Ian Luiz, pude viver a primeira experiência de viajar internacionalmente.

 

Conheci o México e Cuba. 

Fizemos exposição de fotos e realizamos o teaser acima. Infelizmente, o filme não ficou pronto.

Ainda no México, realizamos uma pesquisa sobre formas de agricultura e desenvolvemos o projeto ‘’Agricultura é cultura’’.

México e Cuba - Agricultura é cultura!

jagube_1080.jpg

Minha imersão à luz do Santo Daime

Aqui também realizei minha primeira imersão à luz do Santo Daime, uma bebida indígena enteógena que amplia a sua percepção.

 

Conheci Maria Alice, quem conduz trabalhos na luz do Santo Daime, ela é uma das co-criadoras do floral da amazônia e uma das 13 abuelas para cura mundial.

 

Conheça esse lindo projeto.

A vivência foi realmente transformadora!

 

Pude me conectar com a espiritualidade e, hoje, aprendo com esse professor.

galho-com-flor.png
11. México e Cuba
12. Santo Daime
rainha-daime.png
13. Sem fronteiras

O que é o Cinema sem fronteiras?

rede-sonhos.png

Depois disso, fui morar no Rio de Janeiro e lá, vivi muitas experiências na militância negra e indígena.

 

Fui professora de cinema em escolas públicas, viajei o Brasil realizando consultoria ambiental. 

Mediante tantas mudanças e quereres, senti de iniciar o processo de fazer terapia.

 

Muito me transformei a partir daí. 

 

Conheci, na ocupação da Aldeia Maracanã, a Indígena Fulni-ô Cariri xocó Niara do Sol.

 

Ela me iniciou no Reiki, Tarô e em vários ensinos nativos.

 

Com ela, experimentei os benefícios das curas pela natureza, por meio dos Chás. 

Pela primeira vez, pude ter um contato mais próximo dos Indígenas do nosso país.

O início da Terapia

ana maria alves pereira
penas e amuletos indígenas

Havia tido experiências de vê-los em convenções e encontros, porém nesse movimento, me engajei profundamente, fiz amigos e conexões.

 

Como é grande nossa memória ancestral!